quinta-feira, 24 de maio de 2012

Além do sexo


Recebi um e-mail falando sobre a relação a dois. Sem sexo propriamente dito. Já disse aqui que não sou muito chegado nessa prática. Algumas pessoas já me escreveram falando que também não gostam muito da coisa. Faz tempo que não transo. Às vezes sinto uma falta, mas prefiro beijos, abraços, carícias, e uma boa esfregada de pés. Achei interessante esse e-mail porque fala do encontro das almas.

Infelizmente não consegui detectar o autor. Mesmo assim vai aí a mensagem:
O sexo sem penetração nos dá a oportunidade de conhecer o outro em detalhes centímetro a centímetro do corpo inteiro. Faz com que o ato sexual dure mais tempo. Dá a oportunidade de ouvir, de olhar nos olhos, de ver o brilho e o prazer do outro, além daquele curto momento de êxtase. Nos permite um número maior de recordações afetivo sexual, que somente quando não estamos focados em “comer ou dar a bunda” se pode ter.

Passamos a ver no outro mais que um objeto de prazer, e sim alguém que topa fazer diferente com você o que a maioria não toparia, pra fazer daquela relação algo maior. Vale a pena lembrar que quando casarmos e envelhecermos haverá um tempo em que o que menos vai importar na relação é a penetração.


Vamos querer alguém que nos mantenha excitados por maiores motivos que o tamanho do pau ou da bunda.
Vamos querer o beijo gostoso, o carinho que arrepia, o ombro amigo, o companheiro de todas as horas.
Precisamos aprender a amar o outro como um todo.


Não sou contra nada, nem mesmo a penetração, mas acho que deveríamos nos dar a chance de fazer diferente. Amar além do sexo.


Só assim haverá o encontro verdadeiro das almas e dos corpos, caso contrário só haverá o encontro dos corpos, e os corpos são efêmeros, um dia acabam, porém as almas e seus encontros são eternos!”


Às vezes me sinto meio assexuado.

Dedico a todas as pessoas que também se sentem assim!

Beijos nos pés!


sábado, 19 de maio de 2012

Fetiche por pés e suas modalidades


Um fetichista de pés é normalmente reconhecido pela expressão podólatra.

São atos comuns que levam o podólatra a ter excitação e prazer sexual exclusivamente com o ato de ver, tocar com as mãos, lamber, cheirar, beijar ou massagear os pés de outra pessoa, entre muitos outros.


Muito raramente um fetichista pode ainda ter prazer quando os próprios pés são objeto dessas ações. Quando, porém, o culto aos pés é um elemento erótico da relação, fazendo parte das preliminares de uma relação sexual, por exemplo, é considerado apenas um fetiche.

O fetichista responde ao pé de uma maneira similar a que outros indivíduos respondem a nádegas ou seios. Mas é de notar que, no caso do podólatra, esse desejo direcionado para uma parte específica do corpo adquire o caráter pronunciado de uma fixação.

O fetiche que se concentra nos pés varia enormemente e pode ser altamente especializado. Assim, um fetichista pode ser estimulado por elementos que outro considera repulsivos. Alguns podólatras preferem somente as solas, ou pés com arcos pronunciados, outros, de dedos longos, unhas longas, alguns preferem pés descalços, outros, pés calçados em certos tipos de calçados ou meias, alguns preferem pés muito bem cuidados, outros, sujos, de plantas incrustadas de terra, etc.

O fetiche por pés masculinos abrange algumas modalidades:


Feet worship: prazer em lamber, chupar e beijar pés ou de ter os pés adorados desta forma por outros.

Smelly feet / Chulé: consiste no prazer em cheirar pés. Para muitos essa seria uma modalidade que estaria dentro do Feet Worship, porém é fato que muitas pessoas se excitam através de cheiros.

Segundo Giuliano Moretti, autor do livro Tesão por Pés: A Realidade de um Gosto Excêntrico, a excitação pelo cheiro é um dos componentes remanescentes de nossos tempos mais remotos. São os feromônios cumprindo seu papel biológico. O odor dos pés provocado pelo uso contínuo de sapatos pode ser um bem-vindo agente afrodisíaco, dependendo do podólatra.

Huge feet / Bare feet: prazer em observar pés grandes e/ou descalços. O tamanho de certas partes do corpo sempre mexeu com a imaginação e o desejo de muitos, o que não podia ser diferente em relação aos pés. Para a grande maioria dos podólatras masculinos, quanto maior o tamanho do pé do parceiro, maior o tesão.

O Bare Feet (pés descalços), curiosamente, virou estilo de vida de certos grupos de pessoas, havendo inclusive comunidades de Bare Feet em alguns países do mundo, que optam por ter uma vida mais natural, andando descalços em algumas ocasiões.

Tênis / Sapatos / Chinelos: há aqueles que se excitam em poder ver, cheirar, lamber calçados masculinos ao invés de fazer isso com os pés do parceiro.

Footjob: masturbação com pés. Consiste em estimular os genitais do parceiro com os pés até que ele goze. Este é, provavelmente, o exemplo mais frequente de excitação com o uso dos pés capaz de levar à satisfação completa sem que haja penetração, isto é, sexo genital.

Socks (meias): sentir tesão em ver, tocar ou cheirar meias, ou pés dos outros com meias, que podem ser sociais, esportivas e de qualquer cor. É notável o fetiche por meias pretas.

Tickling (cócegas eróticas): ou Knismolagnia é uma parafilia na qual os participantes obtêm excitação sexual em fazer cócegas ou sentirem cócegas. 

Cócegas eróticas podem envolver a restrição física da submissão por um dominador, sendo os pés o principal alvo.


Fonte: Wikipédia e His Feet Blog

Beijos nos pés!


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Gouinage

A palavra veio do francês, lesbianismo, porém não se associa somente às lésbicas em geral, mas remete à prática sexual delas, que consiste em sexo sem penetração.

Na França, a gouinage é discutida como uma nova tendência e ainda é assunto recente no Brasil.


No momento, a falta de informação sobre o assunto ainda é um inconveniente para o entendimento do que é a gouinage.

Alguns vão bem longe ao descrever comparando a gouinage ao sexo tântrico, mas ao contrário do sexo tântrico, na gouinage você não precisa necessariamente de técnicas para aumentar o prazer, precisa apenas de criatividade, quanto mais criatividade, maior o prazer. Outros a descrevem erroneamente como sexo preliminar, que consiste em promover a excitação do parceiro através de carícias, masturbação e sexo oral, mas isso daria à gouinage uma idéia de sexo incompleto quando na verdade não é.

Quantas vezes você já se envolveu emocionalmente com um cara e se decepcionou porque sexualmente curtiam a mesma posição? Como na gouinage não existem ativos nem passivos, ambos possuem a mesma vantagem sexual, ou seja, não há um indivíduo dominador ou submisso.


Os dois possuem a mesma responsabilidade, que é exclusivamente causar prazer. Como não há penetração não há também tensão, dor ou desconforto. Assim, se utiliza todo o ato sexual para a exploração dos sentidos, ou seja, o olhar, o toque, o cheiro, o gosto e isso permite levar o prazer a um nível bem mais elevado.

Então, a definição para a palavra gouinage pode se resumir a sexo sem penetração, porque na sua visão, a penetração é algo totalmente dispensável, mas o verdadeiro sentido vai muito além de qualquer definição.


Assim como existem ativos, passivos e versáteis, os chamados gouines são uma outra alternativa para o sexo, já que a gouinage compreende todos os ingredientes para se alcançar o orgasmo: estudar o corpo do parceiro, excitar, sentir e proporcionar prazer. Ou seja, de sexo incompleto não tem nada.
Nos poucos lugares do mundo onde o tema já está sendo discutido, a polêmica é inevitável. Os que são contra, consideram até mesmo que a prática é uma negação do sexo gay, e afirmam que para ser considerado sexo é indispensável que haja penetração. Do outro lado estão aqueles que descobriram na gouinage o prazer ideal, distante das tensões e desconforto causados pela penetração.


Tem muita gente que não entende e tem vergonha de assumir que não gosta de penetração, tanto numa relação ativa ou passiva.

Fonte: Thiago Maggioni


Dedico esse post ao Isaac.

Beijos nos pés!