domingo, 25 de junho de 2017

Assédio Sexual

O assédio sexual pode ser definido como avanços de carácter sexual, não aceitáveis e não requeridos, favores sexuais ou contatos verbais ou físicos que criam uma atmosfera ofensiva e hostil. Pode também ser visto como uma forma de violência contra mulheres ou homens e também como tratamento discriminatório. A palavra chave da definição é: Inaceitável.  

O assédio sexual pode ter várias formas de comportamento. Incluí a violência física e a violência mental como coerção, ou seja, forçar alguém a fazer o que não quer. 
Pode ter uma longa duração - a repetição de piadas ou trocadilhos de carácter sexual, convites constantes para sair ou inaceitável conversas de natureza sexual. 

Pode também ser apenas um único acidente - tocar ou apalpar alguém, de forma inapropriada, ou até abuso sexual e violação.

Fonte:
http://meusalario.uol.com.br/main/trabalho-decente/tratamento-justo/assedio-sexual/o-que-e-o-assedio-sexual-brazil

Desabafo:
Antes de falar o que se passa, lembrei de algumas vezes que sofri esse tipo de violação. Uma vez, quando trabalhava no banco, o meu chefe pediu para eu ir destruir uns cartões em uma máquina que ficava num quartinho, literalmente escuro, pois não havia janela, e a iluminação era uma lâmpada bem fraca. 

Enquanto destruía os cartões, ele entrou com outro colega amigo dele que se aproximou de mim e começou a me alisar. Comecei a pedir para parar, se não iria gritar bem alto e comunicar ao gerente. Eles me deixaram em paz, naquele momento, e consegui sair dessa ileso. 

Outra vez, eu estava terminando um serviço e sem nenhum colega de trabalho no recinto, o "poderoso chefão" disse que queria beijar a minha boca. 

Fiquei tão sem sentido, que apenas disse que ele só podia estar brincando, visto ele ter namorada. Ele disse que era sério, e eu me fiz de desentendido para sair novamente ileso dessa. Na época, era muito inocente, e não sabia que existiam homens bissexuais. 

Outra vez quando já dava aula, eu disse na brincadeira, que se acontecesse alguma coisa, que não lembro o que era, eu iria fazer streptease. 

Dias depois, a diretora da escola me chamou em sua sala e cobrou a minha performance. Eu apenas disse que estava brincando e saí de fininho da sala dela. Não tive nem coragem para falar para ninguém, o que havia acontecido.

Outra vez, saí com um pessoal do trabalho. Uma colega que gostava de mim, bebeu muito e começou a dar vexame. 

Então resolvemos ir embora. Fomos para o ponto de ônibus, mas ela começou a ir para o meio da rua e quase foi atropelada. 

Acabei pegando ela pelo braço e tomei um táxi para nos levar para casa. 

Deixei ela no banco de trás e fui na frente. No caminho de casa, ela começou a me alisar, mesmo estando no banco de trás. Fiquei muito constrangido, por que ela começou a tentar tirar a minha roupa. Tanto a camisa, como a calça. 

Fiquei morrendo de vergonha do motorista, que acho que estava para gozar de tanto tesão. Quando chegamos na casa dela, eu paguei o táxi e fui abrir a porta para ela entrar. O motorista ainda demorou um pouco a ir embora, por que pensou que a gente fosse transar ali mesmo na entrada da casa dela. 

Ela me beijou e forçou a barra para eu transar com ela. Eu acabei indo embora e ela ficou gritando que isso não era atitude de homem. Passei muita vergonha naquele dia. 

Eu ainda tive que encarar ela na segunda de manhã. Ela me pediu desculpas e continuamos "amigos".
Deve ter tido alguns outros casos de assédio, mas agora vou contar o que acontece no momento.

Esse ano entrou uma professora que acho que gostou de mim logo de cara. Eu sei que é difícil quando a gente gosta de alguém e não é correspondido, mas eu também não tenho que transar com ela só porque ela gosta de mim. 

Passo muitas situações constrangedoras, e não sou mais adolescente para levar isso na esportiva ou brincadeira. 

Queria me desabafar com alguém, mas não consigo. Não tive coragem de contar nem para minha mãe. 

Penso em falar para ela que sou gay, mas acho que ela em represália, irá fazer a minha caveira diante dos colegas de trabalho e principalmente os alunos. 

Costumo merendar sempre com os alunos, e nos dias em que ela está, fico em pé o mínimo possível na sala dos professores, porque se sentar, ela vem sentar do meu lado e fica me secando. 

Sexta passada, fiquei trocando ideia com outra professora enquanto preenchia as notas nas fichas dos alunos. Então ela sentou do lado da professora e ficou me secando. Tive que me retirar da sala e ir preencher as fichas no corredor, na mesa das inspetoras. 

Quando eu chego, eu sento sempre bem longe dela, e tento ficar fora de visão, mas ela sempre levanta, e se tiver alguma cadeira vazia, ela vem sentar ao meu lado. 

O pior de tudo, é que ela é pegajosa. Me olha com cara de tarada e levanta as mãos em minha direção, como se fosse apertar minhas bochechas.
Ela gosta de fazer piadas ou trocadilhos de caráter sexual. 

Dias desses, ela passou perto de mim, me olhou, e disse que adorava chupar. Lembrei da Dona Bela que dizia "só pensa naquilo".

Outro dia conversava com uma professora no sofá, e ela se jogou no sofá e ficou se esfregando em mim. Tive que levantar e depois sentei no chão para acabar de conversar com a professora. É tão constrangedor o que passo, e o pior é que ela fica fazendo papel de ridícula sabendo que não vai dar em nada. 

Outro dia, um colega dela disse em voz bem alta para todos da sala ouvirem, que sabia de um grande segredo dela. Aí as pessoas me olharam. Fiquei constrangido, mas me fiz de desentendido.

Sinto que qualquer dia ela vai enfiar as mãos na minha mala. Será que as mulheres não tem semancol para saber quando um cara é gay e não quer nada com elas?
Essa é a pergunta que não quer calar.

Não vou contar tudo o que se passa, pois me sinto constrangido, mas acho que estou com ginofobia (medo de mulher). 

Eu literalmente tenho medo dessa mulher. O pior é que ela parece uma bruxa e tem um "mau olhado".

Peço desculpas a todos, mas precisava desabafar!


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Gato sem vergonha 2012

Matheus Verdelho

Moreno Martins


Arthur Callegari

Dan Wainer


Jonas Sulzbach



Adriano Guardani


Felipe Martins

Bruno Santos

Noel McGough

Lucas Barboza Gil


Guto Montanari


Fonte:
Revista Nova 2012