segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz Ano Novo!


Obrigado a todos que tem acompanhado as minhas peregrinações semanais e desejo um ótimo 2013 para vocês!

Beijos nos pés!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal!


A canseira de fim de ano me deixou baqueado. No sábado levantei depois das nove da manhã. Decidi ir para Sampa, mas não sabia para onde ia. Depois de tomar banho, comer e me arrumar, me mandei para a parada.

O verão chegou e novamente muitas pernas peludas de fora. Tomei o busão e fui em pé. Quando entrei, avistei logo na catraca, dois carinhas sentados junto do trocador. Um usava bermuda e chinelo e o outro bermuda e tênis.

Quando desci para pegar o outro ônibus para a estação de trem, percebi como eram gostosinhos os carinhas. Fui em pé novamente, mas percebi que eles conseguiram ir sentados. Fui em pé perto da janela, tomando vento na cara. 

O dia estava muito quente. Quase desisti de ir. Ainda bem que quando chegou na estação do trem, o tempo virou e começou a chover. Quanto mais me aproximava de Sampa, mais chovia.

A viagem foi demorada e o trem estava cheio. Fui lendo uma revista e escutando uma musiquinha de rock paulera.

Depois que cheguei na Barra Funda, decidi ir no West Plaza. Passei na livraria e comprei uma revista e a primeira temporada do “Força Tarefa” onde tem o gato do Murilo Benício. Decidi que vou assistir os filmes e seriados pela internet, mas como esse estava em promoção, resolvi comprar. Quero ter em casa para sempre! Já que não posso ter o pezão do Murilo mesmo!

Depois andei por lojas de sapatos para comprar um sapato novo para mim, porque estou precisando. Mas não encontrei. Achei um do meu gosto em minha cidade e vou comprar lá mesmo. A marca é difícil de encontrar.

Visitei lojas de roupas para comprar alguma coisa, mas não gostei de nada. Quem sabe depois do fim de ano, não aparece alguma coisa em liquidação que me agrade.

Me mandei para o Shopping Bourbon. Passei no mercado e comprei umas coisinhas. Depois fui para o cinema. Quando cheguei lá, não tinha nenhum filme de terror. Todos os filmes do meu interesse eu já tinha assistido.

Então me mandei para a Livraria Cultura. Vi muitas pernas e pés bonitos. Queria ter fotografado alguns, mas não deu. Tinha bastante gente e às vezes chegava a esbarrar nas pessoas nos corredores dos livros. Dei uma conferida nos filmes e seriados. E olhei alguns CDs novos de punk e heavy metal. Não comprei nada.

Fui em algumas lojas em busca do meu sapato, mas nada de encontrar o que eu queria. Sou chato para comprar sapato. Roupa eu até uso dos outros, mas sapato tenho muita dificuldade de encontrar do meu gosto.

Depois de muito bater perna, me mandei para a Barra Funda. Tomei o trem lotado. Não deu nem para olhar as pernas dos caras porque o vagão estava cheio de gente.

Quando cheguei em minha cidade, tomei o busão para minha casa. Fui do lado de um coroa de bermuda, mas não deu para esfregar minhas pernas na dele. Não estava muito afim, então não fiz nenhum esforço para relar nele.

Chegando no terminal do bairro, tomei outro busão. Fiquei no fundo do lado de um carinha de perna grossa e peluda. Mas avistei um lugar na frente, e, então, resolvi ir sentado. Estava cansado de tanto andar.

Quando desci na parada da minha casa, olhei para o fundo e o carinha de pernas peludas estava me olhando. 




Um baita pernão ele tinha!

Vou sonhar com os pés do Papai Noel.




Feliz Natal!

Beijos nos pés!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Sou gay mesmo, e daí?

Fim de ano, só correria. Então levantei no sábado quase dez horas da manhã. Estava chovendo fino. Me arrumei para sair, mas enrolei muito. Tomei o busão quase meio dia.


Procurei para ver se tinha algum filme bom, de preferência de terror, mas não tinha nada. Então como estava meio cansado, desisti de ir para Sampa. Fiquei por aqui mesmo em minha cidade.


Tomei o busão até o terminal do bairro, e depois tomei outro para o shopping. Apesar da chuva, tinha muitos carinhas de bermuda, mas poucos de chinelo.


Cheguei no shopping e fui ver a programação de filmes. Como nenhum me interessou, resolvi ir dar um role. Passei numa loja de sapato e fiquei olhando para uns sapatos que estavam em exposição. 

Estava com fone de ouvido, mas escutei o vendedor perguntando para o carinha que estava sentado experimentando um sapato, sobre o que ele fazia. O cara não quis responder. 

O vendedor disse que se ele andasse muito, que aquele sapato era o melhor. O carinha era um gordinho de pele morena clara, calçava uns 42. 

Reparei que o vendedor ficou o tempo todo ajoelhado. Que tesão deve ser passar o dia todo se ajoelhando diante pés masculinos. Apesar do cara estar de meia, seus pés eram bem gordinhos. Baita solão largo.

Não achei o que queria e acabei indo embora. 

Passei numa loja e comprei dois cremes para os pés. Experimentei o exfoliante e fiquei com os pés bem macios. Pareciam de bebês.

Depois, aproveitei que não tinha saído durante a semana, e fui até o mercado para fazer algumas compras.


Vi muitos pezinhos lindos. Principalmente pernas grossas e peludas. Vi um casal de gays com um baita pernão. Imaginei a deliciosa esfregada de pés que deveriam dar em seu leito nupcial.

Enquanto estava na fila, avistei um carinha que trabalha na área de atendimento. Certa vez, quando comprei um eletrodoméstico, precisei ir lá para testar. Enquanto ele me atendia, o pai ligou três vezes. Lembro que comentei com ele que alguns pais às vezes agem como se os filhos fossem crianças e ele deu risada. 

Disse que ele ligava de dez em dez minutos. Dei risada novamente e ele também. Nos olhamos de uma maneira diferente, mas fiquei na minha. Apesar dele não fazer o meu tipo, gostei dele.


Durante o tempo que permaneci na fila, trocamos olhares algumas vezes. Acho que ele lembrou de mim. Depois de um tempo, ele saiu e foi embora.

Paguei minhas compras e me mandei para a parada de ônibus, rezando para a chuva não engrossar. Logo que cheguei, coloquei minhas coisas no banco que estava meio molhado. Comi uma barrinha de cereal. Sem querer, olhei para trás e avistei o carinha do supermercado. 

Ele passou do outro lado da calçava e ficou me olhando enquanto passava. Eu estava com as mãos ocupadas. Pensei até em acenar para ele, mas ficamos apenas nos olhando. Pensei que fosse me comer com os olhos. Aquele olhar 43.


Da próxima vez, vou acenar com a mão. Quem sabe ele não se aproxima e vem trocar ideia comigo.

Tomei o busão lotado e precisei da ajuda do trocador de ônibus para segurar a minha caixa enquanto passava na roleta (ou catraca). De vez em quando pego ônibus com esse trocador. O cara é branco, meio gordinho e tem olhos claros. Esse sim fazia o meu tipo. Ele é sempre muito simpático. 

Chegamos até a trocar ideia, enquanto fiquei esperando o busão entrar no terminal e estacionar o ônibus para a gente descer.
Depois de mais uma troca de ônibus, finalmente cheguei em casa. 

Resolvi fazer cachorro quente, pois não tinha almoçado ainda. Fazia meses que não comia um cachorro quente tão delicioso. Só que comi com pão integral. No lugar da maionese, coloquei requeijão. Depois fiquei um pouco na internet e aproveitei para assistir MTV. Passava um especial com a Gaby Amarantos.

Em determinado momento, ela disse: “Tenho celulite, e daí? Sou feliz do jeito que sou, e daí?”. Em vários momentos do show, ela levantava a autoestima da galera. Fiquei apaixonado por ela. Apesar de não ser o tipo de música que curto, foi o maior barato ver a galera cantar junto com ela.


Acho que no filme “Não gosto dos meninos”, alguém fala sobre como é bom sair do armário, porque as pessoas que se aproximarem de você, vão ser mais sinceras. Se a Gaby é feliz com seu excesso de gostosura, eu também posso ser feliz sendo como sou.


Sou magricelo, e daí?


Sou gay, e daí?


Beijos nos pés!


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Desabafo

Com base no filme “Não gosto dos meninos”, vou fazer aqui um desabafo com relação a tudo o que vivi.
Apesar de ter sido criado numa religião, ter princípios, ter estudado em colégio de padres, sempre fui criado para depois de crescer, constituir uma família com esposa e filhos. Apesar da minha criação, nunca senti essa necessidade.


Tive muitos conflitos existenciais. Pedia a Deus para tirar esses pensamentos de dentro de mim, mas nada acontecia. Continuava a gostar de homens.


Mesmo antes de sentir atração sexual, já me sentia diferente.
Eu me sentia estranho e isso me causava mal estar.
Negava como era, não me aceitava e queria mudar a qualquer custo.


Achava que era uma fase e que um dia fosse passar. Mas nunca passou.
Sofri torturas psicológicas, comentários, bullying.
Para evitar retaliações, preferia me isolar como faço até hoje.


O medo da rejeição, me fez demorar para contar para minha mãe. Lembro que já estava com uns 19 anos e contei para ela na roleta da estação do metrô, bem no horário de pico. Achei que se contasse diante um público imenso, talvez fosse mais fácil para mim e para ela. Fiquei com medo de sofrer retaliação por parte dela, mas ela entendeu.

Lembro que chorei muito, parecia uma criança. As pessoas passavam e não entendiam nada. Não consigo lembrar nenhuma emoção por parte da minha mãe, mas lembro que ela disse que já imaginava.


Os pais na verdade quase sempre sabem da nossa opção. Não tem como esconder isso deles. Ela disse que quando eu era pequeno, havia pego o sapato de salto alto dela e saído no meio da rua. Queria chamar a atenção de qualquer jeito. Contou que eu gostava de bonecas. Isso eu me lembro. Outra coisa que me lembro, é que odiava jogar futebol. As aulas de Educação Física eram torturantes. Tinha que jogar bola para não ser chamado de viadinho. 

Também lembro que sofria rejeição por parte de meu pai, que sempre desejou ter uma filha mulher. Às pessoas falam que o desejo por parte dos pais, pode influenciar na escolha sexual do indivíduo. Mas acho que não acredito nisso. A rejeição por parte dele era tanta, que precisei fazer terapia. Hoje consigo entender, que quem deveria ter feito terapia era ele. Talvez nossas vidas tivessem sido tão diferentes. 

Depois quando cheguei na puberdade, meu pai percebeu o erro que tinha feito a mim. Mas já era tarde demais. Nos últimos anos de vida dele, por mais que ele tentasse recuperar o tempo perdido, a mágoa que ficou dentro de mim não permitia que eu o aceitasse. Viviamos como dois estranhos. Quase não falava com ele. 

Quando meu pai morreu, infelizmente não consegui sentir NADA. Sofri por causa do sofrimento da minha mãe. O maior medo dos pais é de sermos agredidos na rua. Mas também da vergonha que passam. A grande maioria dos pais se perguntam, o que fizeram de errado na criação do filho para ele ser desse jeito.

Logo que meu pai morreu, sai de casa. Todos foram contra. Minha mãe me apoiou porque morei um tempo com um casal de amigos dela. Mesmo assim, meus parentes achavam que eu fosse cair na vida. 
Os pais quase sempre acham que o filho vai se prostituir e cair no mundo da sodomia. 

Drogas, baladas dia e noite, noites sem dormir. Achavam que eu fosse desandar na vida. Infelizmente, sinto que minha mãe não tem orgulho de mim, apesar de eu fazer tudo por ela. Nunca escondi da minha família, mas também não me abri pra ninguém.

Dias atrás, minha irmã contou para minha mãe que descobriu que um colega seu tinha virado gay. Ela disse que não entendia como um garoto que tinha estudado a vida toda com ela, com jeito de homem, estudado em escola particular, havia se tornado gay.


Sei que quando escondemos algo, ajuda a manter o preconceito, como se isso não fosse normal. Mas por enquanto, me sinto melhor assim. Meus parentes são muitos preconceituosos. Não sei se vou aguentar mais rejeição por parte deles. Por mais que tenha tentado namorar com mulheres, sempre senti atração por homens, desde bem pequeno. 

Lembro da minha paixão por um amigo quando tinha 6 anos de idade. Descobri esses dias que ele se separou. Se soubesse que teria alguma chance com ele, iria correndo para os seus braços.


Quase nunca sentia atração por amigos próximos, mas esse ficou marcado para sempre em minha memória.


Lembro de um amigo que foi ao banheiro e se masturbou. Depois voltou com o pênis duro e mostrou seu calibre para nós. Mesmo assim, não fiquei nada excitado.


A falta de modelo e referência trás muita tristeza para nós. Acho que meu amiguinho, o filho da juíza, era gay. Por isso me dava tão bem com ele. Nunca falávamos sobre isso, porque éramos muito novinhos. Tínhamos entre dez e doze anos. Pena que perdi o contato com ele.

Moral da história:
Se aceitar e não ter vergonha de falar o que sente. Se assumir para você mesmo, fica tudo mais fácil. Problema é de quem não gostar. Não precisamos ser iguais aos outros, e sim, nós mesmos.

A minha diferença é que incomodava os outros. Não devemos nos sentir culpados ou com peso na consciência. E nunca enfrentar isso como se fosse um problema. O problema está no preconceito das outras pessoas. O problema está nos outros que não entendem e não me aceitam como sou, pois gostariam que eu fosse do jeito deles.

Não somos coitadinhos.
Ser gay é o menor dos problemas.
Não subestime o amor das pessoas por você.
Se aceite e se ame.

Segundo os depoimentos, não devemos ter vergonha de si mesmo.
Devemos enfrentar o mundo e ser como somos.
A vida vai ficar bem melhor!

Será? O que você acha disso? Sair ou não sair do armário?

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Beijos nos pés!


Assista ao filme "Não gosto dos meninos".