segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Gagueira

Acordei no sábado e resolvi ir para o centro de São Paulo. Tomei o busão e a maioria dos carinhas estavam de calça comprida. Chegando no terminal central, fiquei esperando o ônibus para a estação de trem.
Quando o busão chegou, entrei e fiquei no fundo. Fiquei em pé ao lado de uma senhora que segurava o neto no colo. Conversava com outra senhora e falava alto. Ela estava falando sobre o seu problema de gagueira.

Disse que trabalhou com uma patroa que tinha um filho que estudou até no exterior, mas que também era gago. Falou do desrespeito de um médico que ficou rindo do jeito dela falar. Ela disse que falou para o médico que ele não era perfeito, que era careca e gordo.

Contou sobre um amigo que riu de um cara gago e que levou uma cacetada com uma barra de ferro na cabeça. Depois o gago ficou arrependido e foi visitar o carinha espancado. Aí descobriu que o cara que tinha apanhado também era gago. Acho que acabaram ficando amigos. Falou que tinha uma filha que não era gaga e que ficou assim depois de um grande trauma.

Disse que foi muito maltratada pelo pai e acabou ficando traumatizada. Falou bastante coisa de sua vida e depois desceu. Pensei bastante em suas palavras e concordo que todos têm defeitos. Comentou que o pior defeito são as pessoas que não têm caráter. Olha que lição de vida!


Quando entrei no vagão do trem, percebi que um carinha me olhou. Acho que gostou de mim. Quando fui descer para fazer a troca do trem em Francisco Morato, ele ficou me encarando. Era até bonitinho, mas tinha uma barba de Bin Laden. Tirou o meu tesão. Gosto de homens com barba por fazer, mas barba muito grande não.


Cheguei na Barra Funda e tomei o metrô até a Sé. Andei um pouco pela 25 de março que estava lotada. Quase fotografei um carinha de chinelo, mas não deu. Fui ver uma exposição, mas a fila dava voltas. Então piquei a mula.


Resolvi ir assistir um filme de terror. Se chamava A Casa Silenciosa. Tomei uns bons sustos. O filme foi fraquinho, mas adorei mesmo assim. Quando entrei, só tinha um gordinho na última fileira. Puxou conversa comigo. Conversamos sobre filmes de terror que ele também adora.


Depois passei na galeria do Rock e vi muitas pernas grossas e peludas. Estava cheio de gente e não deu para clicar ninguém. Alguns estavam de chinelo. Muitos pés deliciosos.


Passei numa banca e comprei alguns livros de promoção. A volta foi tranquila. Vim em pé lendo minha revista. Não prestei muita atenção se tinha pezões à mostra.

Cheguei em minha cidade e tomei o busão para minha casa. Comi e assisti um pouco de TV. Depois fui dormir.


Beijos nos pés!