terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Hipódromo de Palermo

3 de Janeiro:
Durante a noite choveu e o tempo amanheceu ameno. Mesmo assim vesti apenas uma camiseta porque fazia sol. Desci a avenida e fui fazer hora no shopping. Quando saia cedo, sempre ia ao shopping para me refrescar. 

Depois fui até um restaurante que vendia comida vegetariana. A única coisa que senti falta era do feijão. Às vezes eles tinham salada de feijão branco.
Depois fui até Palermo. Desci e comecei a andar sem rumo. Fui até um mercado grande chamado Jumbo e comprei algumas coisas. 

Passei por praças e um Centro Cultural Islâmico. Fiquei com muita vontade de entrar, mas não sei se podia fazer visita. Então fui embora.

Depois continuei andando sem rumo e nem direção e acabei dando de encontro com o famoso Hipódromo de Palermo. Foi minha primeira grande emoção em solo portenho. 

Aquela arena com belíssimos cavalos foi demais! A primeira corrida me deixou todo arrepiado. Gravei alguns vídeos, mas de tanta emoção, acabei esquecendo de tirar o fone de ouvido. Deixando o vídeo sem som.

Os guichês de apostas estavam sempre cheios de gente. Não sei qual é o melhor dia para assistir uma apresentação, mas esse dia era uma sexta. Fiquei a tarde toda lá e entrei pela noite. Acho que saí depois das oito da noite. 

Se pudesse tinha dormido lá junto dos cavalos que eram bem limpinhos.

Fiquei numa arquibancada de concreto junto com o pessoal mais humilde. 

Os grã finos ficavam na parte de cima olhando pelas janelas de vidro. Tinha gringos de todos os jeitos. Muitos pés e pernas de fora. O sol estava queimando, então o pessoal só usava bermudas. 

Muitos chinelos, pernas grossas e peludas.
Apesar de não conhecer muito bem o espanhol, percebi que tinha sotaques diferentes, igual ao nosso povo. Argentinos, chilenos e bolivianos falavam cada um de uma forma. Bolivianos e chilenos falam um pouco mais rápidos que os argentinos.

Depois das seis começou a encher de gente. Tinha muitos idosos lá no hipódromo, mas a maioria era homem. As mulheres eram mais turistas. Muita gente ia lá para apostar e passar o tempo. Durante a corrida é uma barulheira danada. Cada qual tem o seu preferido.

Depois da corrida, algumas pessoas corriam para o pódio para tirar foto com o cavalo vencedor e o cavaleiro. Todos eles eram bem baixinhos. Acho que eu dava para ser cavaleiro.  

Mesmo quando perdiam, os apostadores levavam na esportiva. Pelo menos os que apostavam pouco.
Enquanto olhava as corridas, reparei que tinha umas aranhas que andavam pelo meu corpo. 

Reparei que a casa delas ficava numa marquise, bem no alto. Elas desciam e ficavam andando pelas arquibancadas. Deixei uma andando pelo meu corpo e depois fiquei com marca vermelha por onde ela andou. Pensei que fosse virar o spider-man.

Depois de muito tempo, resolvi ir embora porque já começava escurecer. Eu queria ir para o metrô com o dia claro. Então tomei o metrô e no meu vagão foi um violinista tocando uma opereta. 

Foi muito emocionante, mas o pobre recebeu pouca gorjeta. Desci na porta de casa.
Tomei banho, fui comer minhas frutas enquanto conversava com os brasileiros. Depois fui para o quarto e assisti ao noticiário na C5N e depois fui dormir pensando nos cavalinhos. 

Estava 17º C. Foi a temperatura mais baixa durante a minha estadia em Buenos Aires.
Amanhã conto minha visita a Casa Rosada, a Catedral Metropolitana e a emoção de assistir a missa.
Beijos nos pés!

Centro Cultural Islâmico


Vídeos do Hipódromo