segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Bienal do livro


Sábado resolvi ir prestigiar a Bienal do Livro. Afinal de contas, adoro ler. Tomei o busão até o terminal do bairro.




No caminho, ficou um carinha perto de mim que de vez em quando roçava sua mão em cima da minha. Depois tomei outro até o terminal central e outro para a estação de trem.

Fui sentado ao lado de um carinha de pernas bem grossas e brancas. Estava com um chinelo crocs. Marquei bobeira. Podia ter tirado uma foto das pernas dele por baixo das minhas pernas. Mas tudo bem. O cara deu umas esfregadas de leve na minha perna esquerda e senti toda a maciez dos seus pelos. Quando desci na estação, levantei e, quando passei por ele, dei mais uma esfregada em sua perna.


Tomei o trem e fui a viagem toda lendo e escutando música. Desci na Luz e tomei o metrô para o Tietê. Ia andando para a Bienal, mas como estava muito sol, resolvi pegar o busão para o local.

Quando entrei, parecia um sonho! Fazia tempo que não ia na Bienal do Livro. Gostaria que alguém de dinheiro construísse um shopping somente com livrarias. Será que nunca teve essa ideia? Tenho certeza que iria fazer o maior sucesso!

Visitei cada canto da Bienal. Seguia a ordem dos corredores para não deixar de ver nada. Algumas stands estavam mais lotadas que outras. Entrei numa editora e comprei alguns livros. Enquanto estava na fila, reparei num livro do meu interesse. Fiquei na dúvida, mas não comprei. Depois que paguei e sai, pensei que talvez não tivesse outra oportunidade de comprar aquele livro, pois essa editora não era muito conhecida. Então voltei, vasculhei mais um pouco, e no fim, comprei mais quatro livros. Algumas stands estavam com promoção de cinco e dez reais. Foi irresistível!


Quando fazia faculdade, uma professora falou de um livro chamado O Vermelho e o Negro de Stendhal. Sempre tive vontade de lê-lo. Como o livro estava em promoção, resolvi comprar. Comprei outro chamado No Caminho de Swann de Marcel Proust. Também é muito famoso. Queria ter comprado Madame Bovary, mas não estava em promoção. Quando tiver uma promoção, compro para ler novamente. Foi um livro inesquecível!


Vi alguns autores famosos, como o Doutor Bactéria, a Thalita Rebouças, e outros não tão famosos assim, mas que estavam dando seus autógrafos. Muita gente interessante. Também passei por stands que apresentavam programa. Ia ter uma palestra com o Fernando Henrique Cardoso mais a fila virava a esquina.

Quem eu mais gostei de ver, foi o Mauricio de Souza. Foi meu ídolo dos quadrinhos. Adorava a Mônica e toda a sua turma. Tentei tirar uma foto de longe, mas tinha gente que ficava na frente dele. O corredor estava lotado. Mal consegui passar. Então desisti.


Tinha uma exposição de nano tecnologia, mas a fila era imensa e eu ia ter que esperar muito. Muito gente sentava no chão comendo marmita, lanche ou outra coisa qualquer, apesar de ter praça de alimentação. Pessoas jogavam coisas no chão. O pessoal da limpeza precisava ficar sempre alerta.

O livro mais barato que comprei custou 5,00 reais e o mais caro 24,00 reais. Quando estava para dar oito da noite, consegui visitar todas as stands. Terminei a Bienal com três sacolas e uma mochila cheia de livros. Já estava com dores nos braços e nas costas. Baixou uma deprê só de pensar na volta para casa.

Na saída, descobri que tinha ônibus para a Barra Funda. Enquanto estava na fila, percebi que um rapaz tinha comprado a edição do Lanterna Verde. Queria ter comprado essa edição só por causa do beijo que ele dá no seu namorado, mas a fila dava uma volta danada.

Desisti na hora. Vou procurar pelo centro de São Paulo. Talvez até ache essa edição. Depois que cheguei na Barra Funda, comecei minha maratona de volta para casa. O trem estava lotado, mas deu para eu ir sentado no chão.


Fui escutando música e lendo uma revista. De vez em quando olhava para as sacolas de livro e dava vontade de sair lendo tudo ao mesmo tempo. Quando tomei o outro trem em Francisco Morato para a minha cidade, sentou um carinha perto de mim. Era branco, cabeludo e usava óculos. Tinha cara de nerd, mas era bem bonitinho. Era alto e tinha um pernão branco, grosso e peludo. Pena que não deu para tirar uma foto dele. Desceu na mesma estação que eu.

Tomei o busão para o terminal central. Quando cheguei lá, enquanto descia, entrou um morenaço de pernas bem grossas e peludas. Além de bonito, tinha um pezão bem grande. Devia ser vermelhinho e bem macio. Deu vontade de passar a mão nas pernas dele. Os pelos pareciam tão macios! Só aí que tinha me tocado, que o tempo que passei lá, me fez esquecer meu fetiche por pés masculinos.

Peguei o busão para o meu bairro, e depois o outro para a minha casa. Da minha casa, para o trem, sempre eu pego dois ou três ônibus. Tenho que fazer troca nos terminais.


Cheguei em casa tomei banho e comi. Fiquei com vontade de jogar os livros em cima da cama e dormi abraçado com eles. Mas resisti e fui dormir sozinho mesmo.

Já selecionei uma reportagem sobre sono que postarei em breve.

Amigos leitores, torçam para que alguém tenha a coragem de construir o shopping dos livros. Vou ser o primeiro no dia da inauguração.

Dedico ao meu novo seguidor chamado Ed que tem um solão delicioso.

Beijos nos pés!