quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Gatos do Pan 2007


Profissional faixa preta


Leandro Guilheiro se considera um cara muito sem graça, embora a foto mostre o contrário sobre o dono de uma medalha de bronze nas Olimpíadas de Atenas.

O sobrenome desse judoca é trabalho. Luta judô desde os 5 anos e treina quatro horas por dia.

Aprecia as loiras de olhos claros como sendo irresistíveis, tanto que a protagonista da melhor noite de sexo dele foi uma alemã.

Nas horas livres, o gato prefere dedilhar o violão a badalar pela cidade. Se sente velho para a sua idade.

Marcador de sedução

A medalha torta de São Bento é a defensora do jogador de pólo aquático Conrado Bertoluzzi. “A corrente e o pingente foram presentes da minha mãe. Não sei como entortou. Acho que jogaram mau-olhado e o santo protegeu”, acredita. Este canceriano não dispensa uma partida de futevôlei na praia e é apaixonado por livros. A mulher dos sonhos precisa gostar de viajar e ser animada, assim como ele.

Pronto para atacar

Do alto de seu 1,98 metro, o atleta Lucas Pereira Vita assume que adora namorar. “Criar intimidade com uma mulher não tem preço. Ela precisa ser companheira e ficar sempre do meu lado”, entrega com um sorriso derrete-coração. Este paulistano joga pólo aquático desde que largou a natação, em 2002. “A equipe é amiga fora das piscinas, mas existe rivalidade dentro d’água”. Lucas, que veleja e surfa nos fins de semana, não dispensa uma garota viciada em praia. Aliás, esse foi o cenário da melhor noite, quer dizer, tarde de amor dele. “Estávamos no barco, em alto-mar, tendo só o pôr-do-sol como testemunha. O barulho das ondas foi inspirador”, revela, sem esconder a timidez. Aliás, gotas de suor brotam em seu peito enquanto fala de fantasias sexuais. “Já transei no banheiro de uma balada, mas ainda quero experimentar a poltrona do avião”.

Charme na raia

Nicholas Santos seria um rapaz comum se não hipnotizasse com o verde-escuro de seus olhos. “Faço amigos com facilidade, mas prefiro ficar na minha quando não conheço ninguém”, diz com um leve sotaque interiorano (ele é natural de Ribeirão Preto, SP). O atleta pratica natação desde os 6 anos por influência dos pais, donos de uma escola de mergulho.

Ele já passou da fase das baladas e prefere dar o primeiro passo na hora da paquera. Gosta de trocar olhares, de conquistar uma mulher. Quando namora, abre a porta do carro para ela. Para cair nas graças do bonitão, a garota deve cuidar do corpo, ter cabelo liso e um rosto delicado, além de ser comunicativa e compreensiva. Levaria a amada para uma viajem a dois para a Turquia, um país exótico, com praias de água cristalina e bangalôs.

Mascote aventureiro


Quem escuta a voz grave de Emílio Vieira não acredita na idade do mineiro. O caçula da equipe de pólo aquático é categórico ao afirmar que nunca se apaixonou. Está curtindo a vida, e por enquanto, não quer compromisso sério. Encaixar um namoro nesse leonino é missão quase impossível. Ele acorda cedo, cursa direito, treina três horas por dia e mal consegue acompanhar os amigos nas baladas.

Fica cansado e sente muito sono. Nas horas livres, aproveita para dormir. Mesmo dorminhoco, Emílio jura não medir esforços para agradar as mulheres. Não é grudento, mas quando fica a fim de alguém, trata bem e até manda flores. O gato é fã de emoções fortes. Gosta de aventuras, como transar na escada do prédio no meio da madrugada.


Fonte: Revista Nova, 06/2007.