sábado, 2 de janeiro de 2016

Catedral, Plaza de Armas, Mercado Central e Arte nas Ruas


Amanheceu um belo dia de sábado. O brasileiro quarentão passou para me buscar no hostel para irmos até o trabalho do meu companheiro de quarto, pois fazia dois dias que não nos víamos.



Fomos até a sauna em que ele trabalhava como massagista. No balcão de entrada tinha uma escultura colada na parede de um homem grego pelado. Pedimos para chamá-lo e ele voltou com os olhos bem vermelhos. Disse que era por causa que não tinha dormido direito e do cloro da piscina. 



Ele nos convidou para entrar para conhecer o lugar, mas preferi não entrar, pois tinha que tirar a roupa e ficar de toalha. 

O outro brasileiro também não aceitou e resolvemos ir embora. Como já estava no horário de ele sair, acabou indo dá um rolê com a gente.

Descemos a avenida em direção ao Mercado Central. 


Passamos na Catedral, mas estava cheia de gente. Não tirei foto de dentro, mas fotografei o horário das missas para poder ir outro dia.
Passamos pela Plaza de Armas, perto de onde tinha sido a queima de fogos na noite do réveillon.


Então fomos até o Mercado Central, que apesar de meio sujinho, tinha preços bem convidativos. Os brasileiros comeram num restaurante e pagaram apenas $ 2.000 pesos por um quarto de frango com arroz. Não lembro se tinha salada. Não quis comer porque sou vegetariano. 

Passamos por uma rua que tinha imagens belíssimas. Segundo o brasileiro que morava lá, as imagens eram pintadas por artistas local constantemente. Depois de muito andarmos, voltamos para casa e fui comer alguma coisa. 

Conversamos um pouco e logo saímos para nos encontrar com outros brasileiros. Mas antes de sairmos, combinamos de não falar sobre sexo e nem religião. 

Quando chegamos no bar, encontramos o empresário de camiseta e um advogado que tinha chegado a bem pouco tempo. A conversa sempre acabava em sexo ou religião. Cada um contava mais vantagem que o outro. O hétero disse que comeu duas mulheres. O outro brasileiro disse que deu para o seu primo de pau grande, quando tinha apenas 12 anos e que participou de um trenzinho com seis caras. 

O outro brasileiro disse que fez suruba com dez caras ao mesmo tempo. O outro foi casado por trinta anos com uma mulher, apesar dele gostar de homens, e eu não tive coragem de dizer que sou podólatra, então disse que sou celibatário. kkkk
Saímos do bar e fomos em direção ao hostel dos outros brasileiros para beber mais. 

No caminho, meu colega de quarto decidiu comprar um pacote de cocaína por $ 5.000 pesos e cheirou na rua mesmo com uma nota de $ 50 reais. Ficamos afastados para não correr o risco de ser preso por alguns carabineros que estavam por perto. Depois ele comprou outro pacote.

Passamos numa vendinha e compramos mais uma garrafa de cerveja. Conversamos sobre outros assuntos. Quando a conversa começou a ficar boa, o meu colega de quarto decidiu ir embora. Disse que iria trabalhar e se despediu de todos. 

Depois o hétero entrou e um pessoal saiu e convidou o empresário para uma balada. Então me mandei com o brasileiro quarentão. 
Ficou combinado em irmos para a praia no dia seguinte, mas sabia que todos iriam furar. 

Avisei o quarentão que eu não iria, pois já era quase três da manhã e não iria aguentar acordar as seis e meia para ir para a praia. O meu colega de quarto já tinha me avisado que ele não iria, então, preveni o quarentão que só sobraria os dois brasileiros do outro hostel, mas como eles foram para a balada, com certeza iriam furar o compromisso. Dito e feito. Amanhã continuo essa história. 

Quando cheguei em casa, fui tomar banho e dormir. Com cinco minutos que me deitei, o brasileiro chegou chapado, acendeu a luz, bebeu uma garrafa de vinho, e ficou conversando comigo até quase seis da manhã. Fazia tempo que não fazia isso.

Ele estava chapado por causa da bebida e da cocaína e fez grandes revelações. Disse que além das massagens, também trabalha como garoto de programa. 

Falou que gostava de fazer sexo tanto com homem ou com mulher. 
Mas que tinha um grande sonho que era virar cantor e ficar rico, para não ter que viver mais nesse ramo. 
Amanhã vou dar grandes dicas para quem for a Santiago.
Beijos nos pés!

Arte nas Ruas