domingo, 3 de janeiro de 2016

Perro Chileno

Como tinha previsto, ninguém aguentou acordar cedo para ir para a praia. Os brasileiros do outro hostel voltaram da balada de manhã cedo. O único que foi ao encontro marcado foi o divorciado, que chegou em casa esbaforido, porque tinha presenciando um sexo ao lado do Museo de Bellas Artes


O cara ainda fez sinal para ele se aproximar e fazer um ménage à trois. Ele ficou indignado porque se alguém tirasse a camisa poderia ser preso. Mas em compensação, o pessoal mijava nas calçadas e fazia sexo atrás da moita. kkkk
O quarentão acabou indo em uma igreja de crente que ele encontrou, e depois saiu com o amigo de onde ele estava hospedado. 


Eu combinei de ir com o brasileiro para o Hipódromo, mas ele desistiu na última hora. Tive que ir sozinho. O domingão estava bem morto em Santiago. Acabei tomando dois busões para chegar ao Hipódromo, mas estava fechado.
Então tomei um busão até a estação do metrô e acabei conhecendo uma chilena simpática que estava indo nos próximos dias para o Brasil. 

Quando cheguei na estação, percebi que estava próximo do hostel, e então, resolvi ir a pé para conhecer melhor a cidade. 
Passei pelo Parque Forestal que estava cheio de gente. Sempre que passava tinha casais, famílias inteiras, corredores ou ciclistas. 

Sempre avistava algum pezinho de macho, mas nunca tinha coragem de fotografar. A parte de cima dos pés dos chilenos, incluindo as unhas, não me agradava muito. Mas em compensação, eles quase sempre tinham pernas grossas e com pelos, e umas solas bem macias e vermelhas.
Voltei para casa e o brasileiro continuava deitado. 

Às vezes ele dormia, às vezes ele ficava assistindo filme pelo celular. 
À noite, saímos para dar uma volta pelo bairro Bellavista e encontramos uma senhora que vendia bolonha (bolo de maconha). 

Fiquei curioso para experimentar, mas acabei não comprando. Voltei lá outras noites, mas nunca mais encontrei com ela. Foi a única guloseima que me arrependi de não ter comido em Santiago.
Como não achei restaurante à quilo, e os restaurantes vegetarianos eram caros (para o meu bolso), fazia minha própria comida, já que no apartamento tinha cozinha equipada. 

Apesar de não comer nada pelas ruas, não passei fome em nenhum momento. Normalmente eu comia uma vez ao dia, e fazia minhas refeições quando a cozinha estava livre. Sempre nos revezávamos e procurávamos deixar tudo bem limpo para o outro hóspede usar.

Esse dia pode não ter sido como planejado, mas aproveitei o dia para apreciar as paisagens e pessoas que andavam pelas ruas. Uma das coisas que notei é que os cachorrinhos de rua são bem gordinhos. 

Em minhas andanças, encontrei apenas um que era magro, mas nunca pareciam doentes.
Minha homenagem vai para toda a cachorrada chilena, que era bem simpática. Quando jogava beijo ou assobiava, alguns se aproximavam para eu fazer carinho.

Amanhã eu conto um passeio que vai ficar no meu coração, que foi o Cerro San Cristóbal e o Santuário da Imaculada Conceição.

Beijos nos pés!

Perro Chileno