quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Estação Central e Terremoto

Hoje eu senti um pouco de tristeza pelo meu companheiro de passeio, mas o outro colega de quarto acabou saindo comigo. 
Primeiramente fomos ao Hipódromo, e mais uma vez estava fechado. Depois andamos pelas imediações e fomos até um comércio que tinha lá próximo. 

No caminho passamos por várias faculdades e conversamos sobre a educação em Santiago que é muito boa. Os alunos são selecionados e contribuem para a escola pública (tipo SESI no Brasil) e as faculdades são todas particulares. O preço é bem salgado, mas a qualidade da educação é ótima. Alguns estudantes fazem faculdade através de empréstimos bancários.

Andamos bastante pelo comércio próximo da Estação Central e acabei conhecendo a rodoviária que fica na estação Universidade de Santiago. Lá tem busão para a praia e outros lugares, inclusive para o aeroporto.

Depois de andarmos muito, voltamos para casa porque o brasileiro ainda iria ter que trabalhar.
Quando passava das dez, estava escovando os dentes, e de repente, meu corpo balançou para uma lado, e depois para o outro, como se estivesse em um barco ou um balanço. 

Como quase caí duas vezes, acabei correndo para o quarto para dizer ao brasileiro que achava que iria desmaiar, porque estava sentindo tontura. Mas aí ele me explicou que tinha sido um terremoto. 

Logo em seguida, o indiano correu esbaforido no meu quarto, dizendo que o beliche estava chacoalhando. Foi uma grande EMOção, porque o terremoto foi silencioso. O brasileiro explicou que os prédios são construídos para aguentar esses tipos de oscilações. Como o nosso andar era o penúltimo, sentimos apenas o balanço do prédio. 

Foi tudo tão rápido que não deu nem para sentir nada. Se o prédio tivesse desabado, acho que nem teria percebido. Depois que cheguei ao Brasil, descobri que o terremoto foi de magnitude 6 na escala Richter.


Apesar de não ter visitado nenhum museu, as saídas pela cidade, sempre eram agradáveis. 
Diferente de outros brasileiros que ficam apenas uma semana e fazem tudo correndo, eu preferi fazer tudo na maior calma e aproveitar bem cada dia. Tem muita coisa que eu fiz que eu não contei, mas garanto que meus dias foram ótimos. Só me arrependo de não ter ficado o mês inteiro lá. 

Esse dia foi muito importante porque no começo achava loucura do brasileiro de largar o emprego no Brasil e vir para Santiago. Agora, já começava a ver isso como uma grande e possível realidade.
Meu amor por Santiago crescia cada vez mais.
Amanhã conto minha ida ao Hipódromo. 
Finalmente!
Beijos nos pés!