quarta-feira, 27 de julho de 2011

O oftalmologista

Precisei me consultar com um médico oftalmologista. Não quis enfrentar a fila do SUS, então resolvi pagar uma consulta particular. Chegando à clínica, avisei para a recepcionista que não havia marcado hora, se tinha como ela me encaixar com algum médico de plantão. Ela prontamente ligou para outra atendente e conseguiu agendar com o dono da clínica. Lembro que perguntei para que horas e ela respondeu para agora, disse “é só subir”.

Quando subi as escadas, fui chegando e sendo recebido com sorriso no rosto pelas outras atendentes. Olhei para trás para ver se não era com outra pessoa, mas era comigo mesmo. A moça pediu meu documento, anotou a ficha, paguei e esperei um minuto para ser atendido. Nunca tinha sido bem recebido e atendido tão bem na vida.

Quando chamaram minha senha, eu entrei pelo corredor e me dirigi para a sala do médico. Parecia bem sério, mas foi muito atencioso. Até estendeu a mão para me cumprimentar. Tinha mãos grandes e macias. Unhas bem feitas. Em toda minha vida, nunca vi um médico com unhas mal feitas. Reparei que, apesar de usar óculos, tinha uns olhos castanhos claros. Aparentava ter uns quarenta anos, mas estava bem enxuto. Quando se levantou para pegar um documento, reparei que calçava uns 42 e seus sapatos estavam bem engraxados. Pelas mãos, imaginei que tivesse lindos pés. Macios e bem quentes.

Pediu para eu sentar em uma cadeira para ser examinado. Teve uma hora que ele colocou um aparelho bem próximo do meu olho e deu para sentir seu hálito fresco. Quando examinou o lado esquerdo do olho, sua boca ficou na direção do olho direito. Não deu como não reparar. Quantas qualidades aquele médico tinha. Enquanto examinou o lado esquerdo, sua boca estava a um dedo de distância da minha. Se eu fizesse um biquinho, tinha dado um selinho no médico. Vontade não faltou. Só não dei porque reparei que tinha aliança no dedo. Bem que deu vontade de relar minha boca na dele. Devia ser bem macia. Comecei imaginar a língua macia dele dentro de minha boca e eu sugando aquilo tudo. Foi uma tentação!

Quando acabou, sai da cadeira de exame e me sentei na cadeira em frente a ele. Ele fez suas últimas recomendações. Eu agradeci por ter me atendido, dei uma batidinha em seu ombro e o cumprimentei novamente e fui embora. Ainda tinha gente esperando na sala de espera desde quando havia entrado lá. Cronometrei a hora que entrei na clínica e a saída. Levei 35 minutos para resolver todo o meu problema. Moral da história. Se você precisar de um oftalmologista, guarde um dinheirinho e pague particular. O médico agradece!

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Beijos nos pés!