sábado, 9 de julho de 2011

O vizinho da Consolação

Um belo fim de tarde, resolvi me debruçar na janela para olhar à vista. Quando começava a anoitecer, a vista ficava bonita. Dava para ver o edifício Copan, as luzes da igreja, ruas iluminadas. 

Na época do natal, era só alegria. Nesse dia, reparei num vizinho que desfilava só de cueca pela casa.

De vez em quando, ele passava da sala para o quarto e dava para vê-lo. Do quarto da minha tia, eu tinha a visão da cama do quarto dele. Era a visão do paraíso. 

Ele deitava com suas lindas pernas grossas, brancas e peludas. Tinha um belo par de pés. Devia calçar no mínimo uns 42. Deslizava seus pés pelo lençol da cama. 

Às vezes cruzava os pés ou então roçava o pé em sua própria perna coçando seus pelos. Queria sentir aqueles pés macios roçando em minhas pernas e pés. Era tudo o que eu sonhava. Fiquei espiando o vizinho por dias.

Uma vez, no melhor momento, ele fechou a janela. Fiquei meio triste e fui arrumar o que fazer. Depois de algumas horas, fui dar uma espiada para ver se ele havia aberto a janela. Estava na cama junto com a mulher e roçava seus pés nas pernas dela. Deve ter ido afogar o ganso. 

Ficou um tempão esfregando seu pé na perna e em cima dos pés da mulher. Parecia que ela não gostava muito, pois ela fazia sinal para ele parar. Tudo o que ela tinha e não queria, era o que eu queria e não tinha.

Quando voltei a trabalhar e a estudar, parei de acompanhar as peripécias do vizinho. Quando penso na Consolação, sempre me lembro dele. Queria muito ter sentido aqueles pezões deslizando sobre os meus.

Beijos nos pés!