sexta-feira, 15 de julho de 2011

Trabalho de Física



Física é uma matéria complicada. As aulas de laboratório de Física eram ótimas. Mas quando chegava à hora de redigir os relatórios, que sofrimento. Foi uma das matérias mais difíceis. 


Lembro de um amigo que estava afim. Ele era do meu grupo. Nesse dia, após a aula, combinamos de nos encontrar no fim da tarde no laboratório de informática para finalizar o trabalho. Esperei o dia inteiro por esse momento. Nesse dia, meu amigo tinha ido só de bermuda e chinelo. Tinha pernas grossas e peludas. Pés grandes e macios.

No fim da tarde, nos encontramos no local e hora combinados. Meu colega ainda estava de bermuda e chinelo. Quando sentamos diante o computador para fazer o trabalho, ele sentiu um pouco minha apreensão. Teve uma hora que ele foi me mostrar algo que tinha feito de errado e segurou o mouse por cima de minha mão. Lembro que tirei, porque havia gente por perto. Os poucos segundos que senti suas mãos foram uma eternidade. Eram bem macias e quentinhas. Comecei a imaginar aquelas pernas peludas roçando nas minhas. Aqueles pés grandes e macios aos meus. Nem consegui prestar atenção no que ele falou. Lembro só que ele falou “entendeu?” e disse que sim. Não quis pedir para ele explicar de novo e então tive que me virar para terminar esse relatório. De qualquer maneira, aquela esfregada de mãos valeu à pena!


Na hora de ir embora, pediu para segurar o livro e disse que ia ao banheiro. Acho que foi uma deixa para mim. Mas me fiz de desentendido. Quando voltou, ofereceu-me carona. Não me fiz de rogado. Quando entramos no carro, comecei a reparar em suas coxas, pernas e pés. Ele percebeu. Acho que a gente tinha fogo em brasa. Tinha até medo. Quando já estávamos indo, apareceu uma colega pedindo carona. Ele, gentilmente cedeu. Quando ela desceu do carro, eu disse para ele que ela era meio cara de pau, pois o trajeto dela era oposto ao nosso. Mas tudo bem!

O trânsito estava meio complicado, hora do “rush”. Lembro que ele perguntou se tinha namorada, mas mudei de assunto. Fiquei muito nervoso. Tinha certeza que iria rolar algo, mas também tinha medo. Não tinha me envolvido sexualmente com homem nenhum e isso me amedrontava. Diante o medo e o transito que estava, pedi para ele não me deixar em casa. Disse que poderia deixar numa parada próxima. Me deixou perto de seu condomínio. Agradeci e ele foi embora. Como me arrependo de ter feito isso. Podia ter dado uma bela de uma esfregada naqueles pés! Dias depois meu amigo parou de ir para a faculdade. Disse que ia trancar por causa do serviço.

Beijos nos pés!