terça-feira, 23 de julho de 2013

Perdendo o ônibus

Sábado acordei tarde e com muita preguiça de levantar. Acabei perdendo o ônibus do horário de sempre, mas acabei ficando de boa. Quem sabe não iria acontecer algo de bom.

Tomei o busão até o terminal do bairro e depois até o centro. Enquanto esperava o busão para a estação de trem, reparei que tinha um carinha me olhando. Não dei muita atenção porque estava lendo. 

Então, na hora de subir no ônibus, o cara ficou atrás de mim. Encostava suas costas na minha, e seu braço roçou várias vezes no meu ombro.

O cara tinha cheiro de perfume de macho, do Boticário. Fiquei atrás dele e de repente, o carinha roçou a perna na minha. Apesar de magro, como eu, suas pernas tinham um pouco de pelos e era bem macia.

Depois de um tempo, entrou uma senhora e acabei me distanciando dele. Depois acabei voltando a ficar atrás dele, e recomeçamos a roçada de pernas. Fiquei de pau duro e tive que dar uma baixada nele com a mão, por cima da bermuda. 

Lembrei daquela vez que estava na Praia Grande e um carinha ficou só na roçada de pernas. Só que naquela época eu era ainda adolescente. Na hora de descer, foi um sacrifício, porque a roçada de pernas estava muito boa. Ele tinha a pele macia e bem quente. Pena que era magrinho.

Cheguei na estação de trem e tive que esperar um pouco. Quando o vagão chegou, sentei perto da cabine do maquinista. Depois de alguns minutos, o carinha chegou. Usava um óculos Ray-Ban e era meio gordinho. 

Tinha os cabelos grisalhos, mas aparentava ter uns trinta e poucos anos. Foi a melhor coisa ter perdido o ônibus. Se tivesse saído no horário de sempre, não teria vivido tantas emoções.

A viagem foi cheia de acontecimentos estranhos. Quando chegou em uma determinada estação, entrou um  monte de gente. 






Uma senhora quase foi para os "finalmentes" por causa de lugar. Guardou o lugar para uma amiga, e uma outra mulher sentou em cima da mão dela. 

Foi um bate boca. Pensei que fossem sair na porrada. Uma vez duas mulheres saíram na porrada dentro do ônibus que eu tinha pego. As senhoras rolaram no chão. O motorista teve que parar o ônibus para acabar com a briga. 

O pessoal só fazia rir e incentivar a briga entre as duas. Parecia mais um ringue.

Na metade da viagem, tivemos que descer e fazer outra troca de vagão de trem. A viagem foi demorada e o trem estava bem cheio. Fui lendo e ouvindo música.

Depois de muitos contratempos, finalmente cheguei na Barra Funda.

Beijos nos pés!