sexta-feira, 12 de julho de 2013

Rio 2013 – Busão, surfista e hostel


Na véspera da viagem, acabei indo dormir bem tarde. Então quando foi no outro dia, demorei a levantar. 

Quase desisti de viajar naquele dia. Mas como queria passar a sexta no Rio, acabei levantando na marra. Acho que sou a única pessoa do mundo que faz corpo mole para viajar. Quando acordei, tomei banho, me arrumei, comi e terminei de guardar as coisas na mochila. 

Tomei o busão para fazer minha maratona de sempre. Quando me dirigi para o fundo do ônibus, meu fone de ouvido engatou e quebrou. Fiquei sem ouvir música, mas fui lendo a viagem toda.

Comecei a ler o livro Diário de Uma Paixão



O livro fala sobre o amor à primeira vista. 






Os sentimentos dos adolescentes, a primeira vez, a oposição da família, preconceito, Mal de Alzheimer e principalmente o amor na terceira idade.

A viagem de trem foi bem tranquila. Quando cheguei no Tietê, o ônibus convencional iria sair bem mais tarde, então acabei indo no executivo.






Logo que entrei, procurei o meu lugar para sentar. Fiquei na frente de um carinha meio gordinho muito lindo. 

Logo que sentei, chegaram duas senhoras que estavam na poltrona atrás da minha. Aí o cara teve que sair e acabou sentando ao meu lado, só que do outro lado do corredor.







Tinha cabelos lisos e castanhos. Seus olhos eram bem castanhos. Sua pele era branca, mas com um belo bronzeado. Tinha cara de surfista. 

Apesar de meio gordinho, suas pernas não eram muito grossas, mas tinham pelos dourados, e na perna esquerda, tinha uma tatuagem de dragão.




O cara sentou e foi assistindo um filme que passava. Aí lembrei que tinham dado um kit com travesseiro, cobertor e fone de ouvido. Peguei o fone e comecei a escutar minhas músicas de metal. 

Ao mesmo tempo lia e reparava no carinha que estava ao lado. Ele às vezes dava uma risadinha engraçada, tipo de adolescente. Um riso frouxo.

Depois de uma hora, ele resolveu tirar o tênis e ficou descalço. Foi uma tentação. Escutava música, lia e de vez em quando, olhava para seus pezões 42 que eram bem brancos e rosados. 

Tinha um pouquinho de joanete, mas eram bem largos. A sola devia ser bem macia e quentinha. Um pouco antes de ele tirar, pensei em tirar os meus. Mas depois acabei desistindo. Fiquei com receio do cara pensar que tinha tirado por causa dele. 

Às vezes ele esticava o pé esquerdo, e quase chegava a encostar na minha perna direita. Foi um tesão muito grande essa viagem. Paguei o preço da ponte aérea, mas valeu muito a pena.

Na hora de descer, ele me olhou, mas eu acabei desviando o olhar. Quando fui pegar minha mala no bagageiro, ele estava pegando sua mala e uma baita prancha de surf. Acho que era profissional, só pela vibe da prancha.

A viagem demorou um pouco por causa de um congestionamento, mas acabei chegando às 9 horas. Ainda não tinha decidido onde ficar, então acabei tomando o busão para o Botafogo mesmo. Gostei do Hostel do ano passado. 

Era bem familiar, parcialmente limpo, cozinha comunitária, internet, uma gatinha de estimação andando pela sala e o principal de tudo, estava numa boa localização.

Apesar de ter passado um ano, ainda lembrava de muita coisa. 

Desci perto do Hostel e fui sacar dinheiro. Depois me mandei para o albergue. 

Chegando lá, tinha um americano atendendo na portaria. 

Era um morenaço bem gato. Pena que depois foi embora. A dona vendeu o Hostel e esse novo proprietário estava afim de terminar com ele. Mas acabou continuando. Não tinha ninguém da minha época, apenas a gatinha chamada Marie.

Pedi para ficar no quarto debaixo, mas ele me indicou o de cima, porque embaixo estava em reforma. Transformaram o quarto grande em três pequenos quartos. Um estava ocupado, o outro estava em reforma e o outro estava com duas senhoras que não queriam se misturar com os homens.

Subi e fui escolher a minha cama. Gostei de ficar no terceiro andar do triliche, porque fica no alto e dá para ter um pouco de privacidade. Escolhi uma cama, aí o cara reclamou um pouco. Depois escolhi a cama do lado e ele disse que o outro hóspede era muito cricri. Mas fiquei lá assim mesmo. Tomei banho e arrumei minha cama. 

Quando o senhor cricri chegou, foi logo perguntando se eu me mexia muito. Falou que acabou saindo do outro Hostel por causa de desentendimento com o companheiro de cima. Disse que não levantava à noite e que dormia cedo. 



Também disse que não me mexia muito. Desci e fui comer. Enquanto preparava meu prato de frutas, encontrei com duas colegas de trabalho. Uma tinha conhecido na época da faculdade. 

Trocamos figurinha e conversei mais com a minha colega da faculdade. Entrei no quarto às duas da manhã para pegar minhas coisas para escovar os dentes. 

Aproveitei que elas tinham me convidado para dormir e puxei meu lençol e travesseiro com todo cuidado para não acordar o senhor cricri, e me mandei para o quarto delas.

Ainda fui fazer um blog para minha colega da faculdade e fomos dormir depois das três da manhã.

Amanhã conto como foi o meu primeiro dia no Rio.

Beijos nos pés!