sábado, 20 de julho de 2013

Rio 2013 – Volta pra casa


Logo depois que a recepcionista ligou o ar, resolvi levantar. Quando fiquei de pé, reparei que o argentino peludo estava só de cueca. 

Estava de bruços e gemia um pouco. Passei os olhos ligeiramente em suas pernas peludas e em seus lindos pés 44. A sola apesar de meio sujinha, parecia bem macia. Tinha uma linda tatuagem no tornozelo. O argentino magrinho usava uma fita preta em volta do tornozelo e ele tinha uma tatuagem.

O francês jurou que eles eram um casal. As meninas até chegaram a perguntar se eram namorados. Só sei que eles eram uma graça de simpatia. De todos os hóspedes, eles foram os que mais conversavam com os brasileiros e até mesmo comigo.

Tomei banho e me arrumei. Como já tinha arrumado a mala no dia anterior, fui apenas colocar o resto das coisas na mochila.

Desci para tomar o breakfast e a gatinha Marie veio até mim. Mas eu não tinha mais salgadinho para dar a ela. 

Depois subi para escovar os dentes e desci com a mala. O argentino gordinho dormia como um anjo. Como o ar tinha esfriado o quarto, ele já estava com o lençol. 

Não deu para ver os pés dele pela última vez. Mas com certeza vai ficar na minha memória.

Desci e me despedi de um casal de São Paulo. Passei meus contatos para eles. Me despedi de todos. Acenei para o argentino que retribuiu de volta. Acenei para o casal de americanos. 

O Pequeno Príncipe estava de costas e não me viu, mas a mulher viu, mas fez de conta que não viu. Já estou acostumado a ficar no vácuo mesmo. Um vácuo a mais, um a menos, não vai fazer diferença.

Tomei o busão para a rodoviária. A viagem foi mais rápida do que a outra vez. Chegando lá, tinha um ônibus que estava saindo em dez minutos. Apesar de ser convencional, fui nele mesmo.

Como dormi mal na noite anterior, por causa do calor que estava no quarto e do entra e sai dos hóspedes, acabei ficando com sono. Comecei a ler Um Homem de Sorte. Mas dava um monte de cochilos. Fechava o livro e ficava escutando música. Mesmo assim, li quase o livro todo.

Enquanto cochilava, comecei a fazer uma retrospectiva de tudo que tinha passado. Estava ansioso para chegar em casa e postar tudo o que tinha vivido. Quer dizer, quase tudo.

O que mais me marcou nessa viagem foi os argentinos. Principalmente o gordinho peludo. Apesar de entender quase tudo o que diziam, senti por não ter falado com eles em espanhol. 

Mas com certeza eles vão ficar em minha memória. Também lembrei da senhora que conheci no cemitério.

A viagem foi bem tranquila. Cheguei na hora do rush em São Paulo. Fiz minha maratona de metrô, trem e ônibus. Cheguei em casa e fui logo tomar banho. Depois comi, fui ver televisão e logo fui dormir.

Dormi pensando no pezão do argentino peludo. Espero sonhar com ele muitas outras vezes. Quem sabe não encontre com ele de novo.

Se eu seguir o time dele, com certeza encontrarei com ele novamente.

Beijos nos pés!