quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Cemitério Recoleta

18 de Janeiro
Acordei e o dia estava muito quente. Nada de chuva. Tomei banho e me arrumei. Não comi nada. Passei no shopping para me refrescar e depois fui almoçar.

Em seguida, resolvi dar uma volta pelo centro em busca da mochila do NOB, mas não encontrei. Então fui em direção a Recoleta.

Passei pelo Buenos Aires Design, mas queria apenas me refrescar no ar gelado. Depois fui até a Basílica de Nuestra Señora del Pilar. Tirei algumas fotos. Depois me mandei para o Cemitério Recoleta.

Quando cheguei, o guia já tinha saído com uma turma de turistas. Então, tive que me virar sozinho. Tentei seguir algumas pessoas, mas cada um ia para uma direção diferente. Então tentei seguir a ordem de um mapa que tinha na entrada. 

Decorei o túmulo da Eva Perón, mas acabei esquecendo. Então andei fotografando alguns túmulos e acabei achando a tumba da família Duarte.
Fiquei mais de uma hora para tentar filmar e fotografar com tranquilidade, porque parava muitos turistas. 

Alguns guias falavam sobre a importância dela e da forma como ela morreu. Algum guia contou que, mesmo depois de 24 anos perambulando pelo mundo, seu corpo foi sepultado ali, mas que alguém tentou roupas suas ossadas. 

Então construíram um andar a mais de cinco metros abaixo da terra e selaram com uma placa blindada. Só então a Evita pode descansar em paz.

Reconhecida como mãe dos pobres, ela conquistou em 1949 o direito feminino ao voto e fundou o partido Peronista feminino, entre outras coisas. Depois de sua morte, tornou-se um mito comparável a Che Guevara.

Fiquei lá até tocarem um sino, que significava o término das visitas. Fiquei o quanto pude, até que veio um funcionário pedindo gentilmente para me dirigir a saída.

Depois de ficar num sol de rachar, sentei embaixo de uma árvore para comer uns biscoitos que tinha levado e beber a água que estava quente. 

Passei um álcool gel perfumado para continuar minha jornada até o Palais de Glace.
Cheguei e fui terminar de ver a exposição que não tinha visto no outro dia. Depois fui assistir a um filme da mostra de cinema chinês, intitulado, Memorias de un Asesino.

Enquanto esperava o filme começar, sentei ao lado de uma senhora e começamos a conversar. Ela disse que tinha vindo ao Brasil muitos anos atrás. Ela gostava do Lula e da Dilma. Falou que gosta do Caetano e do Chico Buarque e perguntou qual o meu estilo de música. Conversamos durante meia hora até o filme começar.

Sinopse do filme:

Um grupo de policiais segue as pegadas de um assassino em série solto em uma área rural da Coréia. 


Ao contrário do que geralmente acontece com filmes do gênero, o assassino agora passa para o segundo plano, e o foco da história incide sobre os policiais, sua luta contra a burocracia estatal e outros males social.

A única coisa que posso dizer é que adorei o filme. Teve algumas cenas no qual apareceram as solas grandes e largas do policial protagonista.


Apesar de ser um suspense, o filme teve algumas cenas engraçadas. Dessa vez quando o filme terminou, ninguém bateu palmas.




Sai do filme e me despedi da senhora. Fui a pé até o hostel para aproveitar a linda noite estrelada que fazia. Pena que estava muito quente. 

Passei o filme me abanando com o chapéu. Depois que saí do cinema, no caminho de casa fui me abanando pelas ruas de Buenos Aires. Da próxima vez que for lá, espero que seja no inverno.

Cheguei em casa e fui tomar banho, comer, assistir TV e depois dormir sonhando com o solão do chinês.

Amanhã conto da minha visita ao La Boca, que dessa vez foi maravilhosa.

Beijos nos pés!


Basílica de Nuestra Señora del Pilar



Cemitério Recoleta

















Esculturas e gatinhos dormindo





Jazigo da Família Duarte 
onde fica o corpo de Eva Perón