segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Jardim Botânico

16 de Janeiro
Acordei e fui logo tomar banho. Estava muito quente. Passava o protetor solar e logo começava a suar. Tinha que andar com lenços de papel para poder me enxugar.

Quando saí, passei no shopping para me refrescar. Fui almoçar e depois andei em busca de uma mochila do NOB, mas não encontrei.
Tomei o metrô e desci perto do Jardim Botânico. 

Dessa vez estava aberto e o dia estava lindo e ensolarado. Encontrei poucas pessoas, pois o jardim não estava lá essas coisas.
Em compensação, as esculturas eram formidáveis. Tirei algumas fotos e depois fui andar atrás de um shopping que tinha lá perto.

O shopping se chamava Alto Palermo. Era bem grande e tinha muitas lojas bonitas. O pessoal era uma mistura de argentinos com turistas do mundo todo.
Enquanto andava pelo corredor, avistei um cara vindo em minha direção. O cara era muito bonito. Ficou me olhando sem desviar o olhar. 

Como gostei dele, também o encarei enquanto andava. Mesmo olhando em direção aos seus olhos, reparei que ele estava com um amigo que conversava com ele. Ele usava calça jeans e uma blusa vermelha. 

Infelizmente estava de tênis e não deu para ver os seus pés. Não reparei em suas mãos, mas deviam ser bonitas. Quando passou por mim, ficamos nos encarando até ele passar. Quase sorri para ele. 

Não olhei para trás para ver se estava me olhando, mas foi a comida de olhos que mais adorei em todos os dias que havia ficado lá. 

Rezei para trombar com ele novamente, ou ele vir falar comigo, mas logo em seguida resolvi ir embora. Apesar do clima refrigerado estar ótimo, visto que aquele dia estava muito quente, fui em direção à Praça Las Heras.
Fiquei sabendo que era um ótimo lugar para arrumar paquera.

Chegando lá o Parque estava cheio de gente. Sentei e em seguida sentou um senhor morador de rua perto de mim e puxou conversa. 

A princípio fiquei com receio, mas depois observei que ele estava olhando para uma turista que tinha tirando as calças e ficado só de calcinha. Acho que era maiô de banho.

Resolvi mudar para outro lugar e sentei perto de alguém que tinha um cachorro. A pessoa deixou o coitado do cachorro lá e foi dar uma volta. Era um cachorrão muito lindo e grande. Deu vontade de passar a mão, mas preferi não correr o risco de levar uma mordida.

Enquanto isso, reparei que tinha quatro carinhas mais adiante. Dois deles rolaram pelo gramado. Um deles estava de bermuda e descalço. Tinha pernas peludas e um lindo pezão rosado e bem grande. Pena que o outro estava calçado.
Mais próximo de mim, tinha um carinha lendo um livro e fumando um baseado, quer dizer, cigarro. 

Depois ele sentou no gramado e começou a escrever alguma coisa em um caderno. Também desenhou alguma coisa.
Passou uma moça negra abordando as pessoas para fazer uma espécie de entrevista. Mas ela não passou onde eu estava. Vi pessoas com patins, skates e bicicletas.

Depois de um tempo resolvi ir embora. Reparei um carinha com um coroa conversando animados. Às vezes eles davam uma encostada de pés, pois estavam sentados um de frente para o outro.

Reparei dois carinhas com trinta anos, também trocando ideia em um banco da praça. Desisti de conversar com alguém e acabei indo embora.

Quando fui tomar o trem, a bilheteria estava fechada. Tive que andar até duas estações adiante para encontrar uma bilheteria aberta. Foi um alívio ter tomado aquele trem. Tinha um menino fazendo show de malabarismo.

Depois de algumas estações, desci em frente ao hostel. Cheguei e fui logo tomar banho. Depois comi, voltei para o quarto e fui assistir TV. Demorei para dormir porque estava muito quente.
Amanhã conto o meu passei pelo Cemitério Recoleta.

Beijos nos pés!

Jardim Botânico


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