sábado, 15 de fevereiro de 2014

Volta para casa

21 de Janeiro
Acordei antes das seis. Tomei banho e me arrumei. Bebi bastante água e deixei para comer no aeroporto para não perder tempo.

Na hora de fazer o check out, deixei minha chave com um morador do hostel para entregar ao dono. 

Andei umas seis quadras até a avenida Rivadavia e tomei o busão para o Aeroporto Internacional Ezeiza.
Ainda bem que sai cedo, porque enquanto estava no ônibus, deu um baita chuvão. 

O percurso demorou quase duas horas. Cheguei cedo e aproveitei para comer. Depois fiz o check in e fiquei aguardando. O aeroporto, apesar de longe do centro de Buenos Aires é bem bonito.

Tirei os sapatos na hora de passar pelo detector de metais, mas como estava com o cinto, a máquina acionou o alarme. O segurança me perguntou para onde eu ia, e me revistou. 

Dessa vez não levei a garrafa de água para não ter problemas.
Entrei no avião e fiz uma boa viagem. Desembarquei em Porto Alegre e tive que esperar até anoitecer para pegar outro voo. 

Tentei sair do aeroporto, mas estava muito quente e o dia estava muito ensolarado. Então fiquei lá mesmo e fiquei escutando a Rádio Continental, que também era 98,3 FM. 

Quase comprei umas lembrancinhas no aeroporto, mas não aguentava mais nenhum peso. Adorei tudo o que tinha do Grêmio, pois sou fã desde pequeno.

Embarquei para São Paulo e cheguei antes das dez. Mas tive que pegar busão, metrô, trem até a minha cidade. Cheguei uma da manhã e não havia mais ônibus. Então acabei indo passar a noite no hospital que ficava ali perto. 

No caminho encontrei algumas pessoas. Algumas eu não dava confiança, outros eu cumprimentava. Quase chegando no hospital, a polícia resolveu me parar e acabei sendo revistado. 

O policial foi checar minha documentação depois me liberou. A policial disse que fui sábio em ir passar a noite no hospital.
Chegando lá, conheci outro cara que perdeu o busão porque tinha ido no pronto socorro e acabou ficando lá fazendo hora. Conversamos bastante. 

Lembrei até do filme Antes do Amanhecer, no qual os protagonistas passam a noite conversando e acaba não rolando nada.
Depois de um tempo, se aproximou um drogado para conversar com a gente. Ele disse que se sentia muito sozinho e que queria desabafar um pouco. 

Dei atenção para ele e ficamos conversando. Teve uma hora que ele entrou no hospital para beber água e acabou trazendo para mim. Eu disse que não estava com sede e ele achou ruim por eu não tomar. Lembrei de um amigo que me mandou uma mensagem minutos antes de eu embarcar, pedindo para eu não beber nada de estranhos. 

Agradeci o copo de água e acabei jogando num vaso com plantas. Ele achou ruim e depois foi embora.

Continuei minha conversa com o carinha. Acabei tirando meu sapato para mostrar para ele um calo que estava me incomodando, e ele ficou olhando fixamente. 

Acho que o cara também era podólatra. Mas como ele disse que era casado, acabei colocando o sapato e continuamos a conversar. Quando deu quatro e meia da manhã, fomos andando até o terminal para pegar o busão. Nos despedimos e ele me estendeu a mão. Era bem macia e rosada. 

Fiquei imaginando na maciez dos pezões dele, que era bem grandes. Senti uma química entre nós, mas quando pensei em dar meu telefone para ele, meu ônibus chegou. Ele comprava alguma coisa para comer. Só tive tempo de dizer adeus e subi no ônibus. Acho que dificilmente encontrarei esse cara outra vez. Mas espero um dia encontrar.

Cheguei em casa e fui tomar banho e depois fui desarrumar a mala para lavar minhas roupas. Não deu tempo nem de descansar, mas fui dormir cedo porque tive que trabalhar no outro dia.
Amanhã conto sobre alguns turistas e hóspedes do hostel.

Beijos nos pés!

Aeroporto Internacional Ezeiza



Aeroporto Porto Alegre