segunda-feira, 16 de julho de 2012

Viagem para o Rio

Aproveitei as férias do meio do ano para viajar. Troquei ideia com um amigo que mora no Rio e tomei coragem.

Arrumei meus trapos na sexta de manhã. Antes de sair, vasculhei pela internet algum lugar para descansar meus ossos.

Peguei o busão, depois o trem, e por último, o metrô até o Tietê. Comprei a passagem para as duas e quinze. A previsão de chegada era oito e meia. Mas, como iria ter um feriado em São Paulo (Revolução Constitucionalista de 1932 de São Paulo) na segunda, as rodovias estavam cheias. Comecei a ficar preocupado com a hora que iria chegar lá.

Continuei a leitura do livro “Querido John” e fui embora. Em determinado momento, pensei que se chegasse e não tivesse vaga, iria passar a noite na rodoviária ou então em um hospital. Certa vez vim de São Paulo tarde da noite, e perdi o último ônibus para minha casa. Então resolvi passar a noite em um hospital que é bem seguro. Tinha banheiro e água para beber.


Depois de três horas de viagem, paramos para tomar um lanche. Troquei ideia com um carinha que estava do meu lado. Já estava cansado de tanto ler. Logo depois, o motorista desligou as luzes e não deu mais para ler. Então aproveitei para conversar com o carinha. Era carioca, com um sotaque bem forte. Falou sobre o que achou de São Paulo, enquanto ficou hospedado aqui, e aproveitei para perguntar sobre o Rio de Janeiro. Ainda não tinha decidido em que Hostel iria ficar.

Da lista que tinha levado com vagas, ele me indicou um que ficava em Botafogo, porque era bem localizado. Cheguei a meia noite. Peguei um busão para a Central do Brasil, e desci na famosa Avenida Brasil. Encontrei um crente que me orientou a ficar junto dele, visto a rua ser perigosa esse horário. Então tomamos outro busão para Botafogo.

Chegamos na avenida principal e descemos. Rumei para o albergue que ficava bem perto. Passei pela estação do metrô, mercados, lojas, restaurantes, drogarias, cinemas e tudo o que uma pessoa precisasse ter.


Cheguei no Hostel e fui muito bem atendido. A moça perguntou se tinha feito reserva e eu disse que não. Ela disse que não sabia se teria vaga. Fiquei um pouco preocupado, e ao mesmo tempo, rezando para ter uma vaguinha. Consegui me encaixar num quarto, mas somente por aquela noite. No outro dia eu teria que me alojar em outro lugar. Ela me indicou outro Hostel naquela mesma rua.


Tomei banho e comi uma maçã. Quando entrei no quarto, tinha uma senhora com três filhos. Uma cama vazia que descobri depois que era de um gringo, e a minha que ficava em cima do gringo. Dormi mal com o barulho de tosse e de roncos. Acordei várias vezes.


Amanhã continuo a minha saga.

Beijo nos pés!