segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O coroa do ônibus

Peguei o ônibus como de costume depois de um dia de cão. Fui para a academia. Dessa vez, não teve nenhuma esfregação de mão, pois o ônibus não estava muito cheio. Tinha passado da hora do “Rush”. A viagem foi tranquila.

Quando estava quase me aproximando para descer, fiquei próximo da porta. De repente, sinto uma mão se esfregando nas minhas. Como percebi que era de macho e estava bem quentinha e macia, deixei o cara se esfregar. Não tinha percebido que o cara estava afim de mim.

O trânsito estava lento por causa de um acidente que tinha acontecido mais adiante. Todos estavam impacientes. O motorista só xingava. Eu estava naquela esfregação de mão e nem me importava com tudo aquilo. Acho que o cara percebeu que gostei e resolveu ser mais ousado. 

Às vezes quando o ônibus freava, ele aproveitava e dava uma barrigada em minhas costas. O cara não era muito alto e se encaixava direitinho em mim. Eu continuei na minha e fazia de conta que não estava percebendo nada. Até que o cara resolveu atacar.

Colocou sua pasta de executivo, tipo 007 do lado, entre mim e ele para ninguém perceber nada, e começou a roçar sua mala na minha bunda. 

O coroa era muito cara de pau. Muito corajoso. Não consegui reparar se era casado, mas consegui sentir que ele estava com o pau latejando na calça. Quando o ônibus freava, ele se aproveitava e se acochava gostoso em mim. Depois dessa, pedi em pensamento para demorar muito a chegar na parada. 

Mas não teve jeito. Com poucos segundos sentindo aquela mala toda, finalmente chegou a hora de descer. Desci na frente e percebi que o cara teve que disfarçar para descer logo atrás de mim. 

Aproveitei que tinha um caixa automático e fui sacar um dinheiro. Antes de entrar, virei para trás e lá estava. O homem parado, me olhando, segurando sua mala de executivo na frente de suas partes íntimas para esconder sua ereção. Nunca pensei que despertaria tanto desejo sexual em um estranho. 

Entrei no caixa e quando sai, o cara já não estava mais lá. Deve ter ido afogar o ganso em outra freguesia. Aquele cara me deixou com tesão. Se fosse hoje, talvez ficasse com o cara, mas naquela época era muito inocente.  Mesmo assim, acho que fiz a melhor escolha. 

Beijos nos pés!